Tortura Nunca Mais

O jornalista Vladimir Herzog morreu sob tortura, inocente de qualquer crime, nos porões do DOI-Codi do II Exército, em São Paulo, em fins de 1975.

A morte de Vlado marcou o fim da tolerância de Geisel com a tortura. Ao visitar São Paulo, pouco depois, o presidente recusou-se a cumprimentar o General Ednardo d’Ávila Mello, comandante do II Exército, deixando-o com a mão estendida, solta no ar. Meses mais tarde, morreria torturado o operário Manoel Fiel Filho, e Geisel demitiria Ednardo pelo telefone.

A disputa entre Geisel e a linha dura das Forças Armadas se prolongaria até outubro de 1977, quando o presidente emparedaria e demitiria o ministro do Exército, Sílvio Frota.

Em seu incansável esforço para conseguir justiça para seu marido, a mulher de Vlado, Clarice, se tornaria um símbolo da luta contra a tortura — ela (junto com a mãe de Betinho) está no verso “Choram Marias e Clarices no solo do Brasil” da canção “O Bêbado e a Equilibrista (Aldir Blanc e João Bosco), eternizada por Elis Regina.

Ontem a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) considerou que o Estado brasileiro é “responsável pela falta de investigação, de julgamento e de punição dos responsáveis pela tortura e pelo assassinato do jornalista”.

A Clarice e a seu filho, meu querido amigo Ivo Herzog, meu abraço e minhas congratulações.

#torturanuncamais

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