A ideologização e partidarização de tudo é um dos maiores entraves ao nosso desenvolvimento. Vejam a questão dos defensivos agrícolas e da agricultura orgânica.

Todo país usa defensivos agrícolas. Isso é bom. Sem defensivos agrícolas, as colheitas são infectadas por pragas, e o resultado são safras são pífias, infecções alimentares e fome.

A agricultura orgânica é, também algo bom, mas seu custo é altíssimo (coisa pra rico), e, se não for feita com muito cuidado, perigosa — anos atrás, na Alemanha (!), houve um surto de infecção por E. Coli, bactéria havia muito erradicada no país.

A esquerda faz de conta que é possível alimentar sete bilhões de pessoas sem defensivos agrícolas, e o outro lado faz de conta que defensivos agrícolas não fazem mal à saúde.

Defensivos são necessários, mas não são inofensivos. Quais defensivos devemos permitir ou e quais não? Como regular a agricultura orgânica sem inviabilizá-la? É preciso estudar e aprofundar as questões, mas isso, claro, dá trabalho, e ninguém quer.

Então, a esquerda tenta bloquear tudo, e apela para o simbólico e para o terrorismo ideológico, recorrendo a termos apelativos como “PL do Veneno” e “agrotóxicos” (termo que já virou corrente). Já o outro lado aceita tudo o que o lobby do agribusiness quer (em troca do que podemos imaginar).

Como ninguém negocia nada, a decisão é sempre 8 ou 80. E, não importa quem vença, o Brasil perde.

Argh.

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/AGROPECUARIA/559111-AGRICULTURA-APROVA-NOVAS-REGRAS-PARA-VENDA-DIRETA-DE-PRODUTO-ORGANICO.html

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