“Entendi”, disse o ministro ao assessor que lhe mostrava a evolução dos custos com aposentadorias e pensões. “A Previdência vai quebrar. Mas o que eu quero saber é o seguinte: vai ser neste governo?”

O ano era 1982, o governo, era o de João Figueiredo, e o ministro, Delfim Neto, deixou o assunto para depois. De lá para cá, nos especializamos em deixar o assunto para depois.

Os cinco primeiros colocados na corrida presidencial sabem que quem vencer precisará fazer a reforma da Previdência no ano que vem, sob pena de tornar o Brasil ingovernável. Mas vão deixar para depois.

Mas o depois vai chegar, e periga cair sobre nossas cabeças como um viaduto.

*Imagem: Veja

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