Erramos. Pedimos desculpas

A convicção da virtude leva as pessoas a atos espantosos. Por uma “causa”, os militares se sentiram autorizados a censurar, perseguir, prender, exilar, torturar e assassinar, e os petistas se sentiram autorizados a assaltar o Estado.

Sob Geisel, os militares assassinaram, por determinação do presidente, dezenas de pessoas; em 2018, por determinação do presidente, os militares estão a um passo de solucionar os assassinatos de Marielle e de Anderson (viva!), ocorridos há exatos dois meses.

A diferença entre os militares de ontem e de hoje é radical, mas a corporação se recusa a admitir o óbvio: que errou. Não há general capaz de dizer, simplesmente: “Eram tempos difíceis. Estávamos tentando acertar, mas erramos. Pedimos desculpas.”.

Quanto aos petistas, pedir desculpas equivaleria a uma confissão de culpa e uma temporada na cadeia. Mas é hora, ao menos, de parar de desafiar a lei e a Justiça (e de elogiar Geisel).

Minha coluna de hoje no Globo. https://ift.tt/2jTT08d

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