Manuela d’Ávila disse que a ditadura militar tinha “algumas visões mais nacionalistas do que o governo atual”. Olhaí! De vez em quando Manu e eu estamos de acordo. Ela tem toda razão, os militares eram nacionalistas, e Temer, não.

Eu considero isso positivo, porque, como todo liberal, torço o nariz para o nacionalismo, um valor que reforça preconceitos e discriminações (importante diferenciar patriotismo, quando alguém tem amor por seu país, de nacionalismo, quando alguém acha que seu país deve prevalecer sobre os outros).

Já Manu considera isso ruim: ela é nacionalista — o que é curioso, pois a esquerda é, por definição, internacionalista. Marx, no Manifesto Comunista, de 1848, conclamou: “proletários de todo o mundo, uni-vos!”. Lenin retirou-se unilateralmente da Primeira Guerra Mundial, considerada um guerra burguesa, nacionalista. E Trotsky queria exportar a revolução para todos os países do mundo.

Somente Mao e Kim Il-Sung incorporaram elementos nacionalistas, não comunistas, a seus regimes, porque chefiavam países fortemente xenófobos, e precisavam unir o povo atrás de si.

O nacionalismo da esquerda brasileira da ditadura para cá não é um dos mistérios do universo. Ele se explica pela influência católica e pequeno-burguesa. E pelo fato de que suas novas lideranças são, como dizia meu saudoso primo Ênio Silveira, virgem de livros..

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