April 05, 2018 at 09:28AM

Breve pausa para falar de artes e de cultura (mas sem parar de falar de política)

150 personalidades assinaram manifesto contra a venda de uma tela de Jackson Pollock pelo Museu de Arte Moderna do Rio. Ora, o MAM é uma instituição privada, tem o direito de fazer o que quiser de seu acervo: o que podem pretender os manifestantes?

Que o Estado proíba a venda, o que seria uma intolerável intromissão no direito privado?

Ou que compre a tela ele mesmo, o que não teria cabimento mesmo que não estivéssemos na penúria em que estamos?

O viés autoritário brasileiro está em tudo: sempre que alguém vê alguma coisa de que não gosta, chama o Estado para proibir ou resolver a questão.

Sem falar que é dando um tiro no pé, porque é bom para todos — artistas, marchands, curadores, museus, galerias e público — que a compra e venda de obras seja coisa simples e descomplicada.

Em vez de tentar impedir o MAM de vender o que é seu, os manifestantes deveriam se cotizar e comprar o Pollock eles mesmos (de minha parte, agradeço se o fizerem, mas aviso logo que podem me incluir fora dessa).

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