11/09/2017 – 3

A arte gera situações desagradáveis. Arte bem-comportada, que se submete ao gosto comum, não é arte: é, no máximo, decoração. Artistas operam no limite. Erram muito, às vezes acertam — e, com frequência, atraem o ódio das multidões tanto nos erros quanto nos acertos. Quando erram, são irrelevantes, mas, quando acertam, levam o mundo inteiro para a frente junto com eles. Submeter a arte a regras, sejam políticas, religiosas ou comportamentais, mata a arte. Sempre. A arte precisa ser livre, e, com frequência, é subversiva. Isso é bom. Cidadãos livres, em uma sociedade livre, aguentam o tranco (o corolário óbvio deste post é que não somos cidadãos livres nem vivemos em uma sociedade livre). Em tempo. Tudo o que escrevi acima sobre a arte pode ser dito sobre a ciência.

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