10/08/2017 – 1

Temer recebeu a futura Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, em sua residência, às 22h, fora da agenda. Explicou-lhe por que pediu a suspeição de Janot e convidou-a a realizar sua posse no Palácio do Planalto. Temer está tentando tutelar Dodge, que, ao reunir-se com ele nessas condições, antes mesmo de tomar posse, cometeu seu primeiro, e grave, erro. Se a aceitar a oferta da posse, errará de novo. O maior objetivo de Temer é desmontar a Lava-Jato, projeto que o une a Lula. Temer é também inimigo da responsabilidade fiscal: para se manter no poder, já gastou, e ainda vai gastar, fortunas que o Brasil não tem. Sem falar que sua situação é tão precária, cria tanta incerteza, que ninguém sabe o que pode acontecer nos próximos meses. Não custa lembrar que as perspectivas econômicas que tínhamos com Temer só se deterioraram (e continuam se deteriorando) desde que ele assumiu. Quem defende Temer em nome do combate ao projeto de poder da esquerda, acaba defendendo a impunidade, a manutenção da cleptocracia brasileira, a irresponsabilidade fiscal. E, de quebra, defende Lula. Quem se cala porque não quer ajudar Lula faz o mesmo. A argumentação “vamos tirar para botar quem?” não procede. Qualquer um serve. Qualquer um estará menos comprometido, e terá mais força do que Temer para resistir aos ataques do Congresso. A começar por Rodrigo Maia. Está acontecendo na nossa cara. Ninguém vai poder dizer que não viu.

 

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