07/08/2017 – 2

Vasculhando minha TL à procura de algo que publiquei tempos atrás, tropecei nestes dois posts, que me parecem a propósito neste momento em que a violência chega aos píncaros e sofremos uma intervenção militar:

Thursday, November 10, 2016 at 1:50pm UTC-02

Àqueles que, a esta altura, ainda se opõem ao teto de gastos e à reforma da previdência, recomendo observar a situação do Rio de Janeiro. O Estado está insolvente, ou seja, quebrado. A solução que o governador encontrou (não que haja outra) é um pacote de cortes de gastos que é injusto, truculento e até inconstitucional. A polícia foi o primeiro grupo de servidores públicos a se organizar e fazer algo concreto a respeito: contrariando suas atribuições legais, invadiu a Assembleia Legislativa, intimidou os deputados e os pressionou a não aprovar a nova legislação. Outros grupos de pressão se organizam. O Rio está numa situação similar à que costumamos ver em filmes de naufrágio. O navio afunda e os poucos sobreviventes se amontoam num pequeno escaler, sem comida para todos: ou alguns morrem para que os demais sobrevivam, ou todos morrem. Não, não defendo o sacrifício de ninguém, apenas assinalo que estamos chegando a uma situação-limite. Na tragédia grega, quando havia uma situação-limite e o autor queria mudar o rumo dos acontecimentos, ele trapaceava: recorria a um deus para resolver o problema. O deus era trazido por um guindaste, chamado “deus ex-machina”, ou “deus trazido pela máquina”. Na tragédia fluminense (e também em outros estados), o deus ex-machina será, naturalmente, o governo federal, que, imagino, vai nos acudir antes que cheguemos ao estado de convulsão social para onde estamos nos encaminhando. Se o Brasil não controlar seus gastos logo, em algum momento chegará a uma situação-limite como a do Rio. Só que não haverá deus ex-machina.

Thursday, December 8, 2016 at 12:43pm UTC-02

Para quem é a favor da reforma da Previdência mas está indignado e não entende por que as Forças Armadas, a polícia e o bombeiros ficaram de fora da proposta… espere alguns meses e observe o que vai acontecer com os índices de violência. Você entenderá. (Eu não disse que concordo, apenas que compreendo a motivação.)

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