04/08/2017

Quando o general João Figueiredo tornou-se presidente da República, em 1979, afirmou que ia acelerar o processo de abertura política, com vistas a levar o país a uma democracia, iniciado por Geisel. Os civis, escaldados, não sabiam se acreditavam, e um repórter perguntou a Figueiredo se a tal da abertura era para valer. “É para abrir, mesmo. Quem não quiser que abra, eu prendo e arrebento.” O viés autoritário de Figueiredo não permitia que percebesse a contradição óbvia no que dizia: afinal, numa democracia, ninguém pode “prender e arrebentar” ninguém. Volta e meia entra alguém aqui gritando e xingando, numa pretensa defesa radical do liberalismo. Eles me lembram Figueiredo. Não dá, queridos. Liberais acreditam que os homens são livres e iguais, e que todos têm direito a sua própria opinião. Quem grita e xinga não consegue defender o liberalismo, só consegue demonstrar que é antiliberal, antidemocrático e autoritário. Bom, também consegue um block, mas isso é outra história. Em tempo. Em favor de Figueiredo, diga-se que conseguiu fazer a abertura e entregou o país a um civil. Já os nervosinhos que vêm aqui encher o saco, o máximo que conseguem é o tal do block.

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