03/08/2017 – 2

Alguns de meus momentos favoritos: Antônio Mariz, advogado de Temer, descrevendo o porão de Temer (foi de improviso, então cito de memória): “Disseram que Temer recebeu o empresário no porão. Eu fui convidado a visitar o porão. É um porão com sala de estar, com quarto, com banheiro.” Os deputados petistas votando contra “essa quadrilha que está no poder.” O discurso performático, espetacular, sensacional de Wladimir Costa, tomado pelo espírito que costumava, em outros tempos, dominar Janaína. A descompostura de Rodrigo Maia no deputado Carlos Zarattini: “Vossa excelência é líder do PT. Não deveria estar jogando dinheiro para o céu.” Não ficou claro se o motivo foi o deputado ser líder de partido ou ser do PT. Os deputados que são a favor da investigação, “mas não agora”, ecoando o ponto mais baixo e sórdido do discurso de Mariz na abertura dos trabalhos. Meio como os senadores do Império que eram favor da abolição da escravatura, “mas não naquele momento”. O comentário sóbrio, moral, de Joesley: “O 2 de agosto ficará marcado como o dia da vergonha.” Voltando a Mariz, é dele a frase-símbolo do dia: Finalizando, ficou sobejamente demonstrado que o cidadão Michel Temer, homem público probo e digno, com uma imaculada trajetória política de mais de cinquenta anos, não cometeu, neste ano de gestão, nenhum deslize de natureza moral, ética ou penal.

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